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NACIONAL 10/02/2026 14:19:54

SÓ SIGO ORDENS', DIZ MANOBRISTA QUE CUIDAVA DE PISCINA ONDE MULHER MORREU


_Fonte UOL_

A Polícia Civil de São Paulo ouviu hoje o funcionário que fez a manutenção da piscina onde uma mulher morreu após uma aula de natação. Os proprietários da academia C4 Gym, na zona leste de São Paulo, também serão ouvidos.

O que aconteceu
"Sou funcionário da empresa, só sigo ordens", disse Severino José da Silva à imprensa na delegacia. A advogada dele, Bárbara Bonvizini, afirmou que ele relatou ter recebido uma ordem de superiores por meio de mensagem no WhatsApp sobre os produtos que deveria usar na água.

Investigadores já conseguiram acessar o celular dele. Ele teria fornecido a senha do aparelho para que as mensagens fossem acessadas, de forma a colaborar mais rapidamente com a investigação, segundo sua defesa.

Até o momento, o funcionário alega que misturava apenas cloro na água. Os policiais, no entanto, realizam perícia na piscina para concluir quais as substâncias químicas utilizadas.

A Polícia Civil investiga se a morte da mulher foi causada pela exposição a gases dentro do ambiente da piscina. A professora Juliana Faustino Bassetto, 27, tinha problemas respiratórios e iniciou aulas de natação no local para tentar melhorar seus sintomas, segundo o delegado do caso.

Os proprietários da academia devem ser ouvidos na parte da tarde. Eles também eram esperados ontem, mas não compareceram, informou a polícia.

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o manobrista mistura produtos químicos em um balde. Em um vídeo, por volta das 13h24 do último sábado, ele aparece em uma área dos fundos da academia manipulando produtos em um balde. Em determinado trecho da imagem, é possível ver que uma fumaça branca sai do recipiente.

Três minutos após misturar os produtos, funcionário leva balde para o ambiente de piscina. A aula de natação ainda não havia acabado, conforme mostram as imagens. Ele deixa o recipiente próximo à borda, enquanto sete alunos nadam, e vai para outro local. O professor de natação também estava no local.

Em poucos minutos, a polícia acredita que uma reação química tenha liberado gases e causado a intoxicação nas vítimas. "Ele esperava acabar a aula para jogar o produto na água que estava bastante turva, em razão do uso da piscina. Mas começaram a exalar os gases e as pessoas foram asfixiadas", afirmou ontem o delegado responsável pela investigação.

O sogro de Juliana responsabiliza proprietários por terem colocado o manobrista em outra função. "A responsabilidade não é dele, é dos donos da academia, que põe pessoas sem qualificação para fazer um trabalho de muita responsabilidade. Eles só pensam no lado deles e no lucro deles", falou Hélio de Oliveira ao Balanço Geral, da Record TV.

ENTENDA O CASO

Juliana morreu na noite de sábado. Ela e o marido participavam de uma aula de natação e passaram mal logo depois de entrarem em contato com a água. O casal foi até o Hospital Santa Helena, em Santo André, mas a professora sofreu uma parada cardíaca e não resistiu. A polícia apura se houve intoxicação por algum produto usado para limpar a piscina.

O marido da professora, Vinicius de Oliveira, continua internado. Ele está em estado grave na UTI.

Informações apontam que seis pessoas passaram mal após a aula. Uma delas é um adolescente de 14 anos que foi internado em estado grave e está respirando com ajuda com aparelhos. Outras duas pessoas receberam atendimento e foram liberadas. O último caso é de uma mulher de 29 anos internada após participar da mesma aula de natação que Juliana.

A academia não tinha alvará para funcionar. A instalação elétrica da piscina estava ligada à cozinha da academia e os produtos para limpeza da piscina também estavam em local inadequado, segundo os investigadores.

Em nota, a direção da Academia C4 Gym lamentou "profundamente" o ocorrido. Também informou que prestou "imediato atendimento a todos os envolvidos" e que tem mantido contato direto com as pessoas envolvidas a fim de oferecer todo o suporte. "Reforça, ainda, que está colaborando integralmente com as autoridades competentes, contribuindo com tudo aquilo que for necessário.”

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