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AGRONEGÓCIO 04/04/2025 13:42:52

MESMO COM PREJUÍZOS DAS ENCHENTES, PIB DO RS CRESCEU QUASE 5% EM 2024


_Fonte Jornal O Sul_

Apesar das perdas humanas e materiais resultantes das enchentes de maio, a maior catástrofe já ocorrida no Rio Grande do Sul, o Estado fechou 2024 com um crescimento de 4,9% em sua economia. A alta superou a média do País (3,4%). O valor corrente do Produto Interno Bruto (PIB) gaúcho foi de R$ 706,8 bilhões, o que representa 6,02% do montante nacional, contra 5,9% no ano anterior.

O PIB per capita foi de R$ 62.941, variação real de 4,8%, e 13,9% superior ao índice brasileiro. De acordo com o Departamento de Economia e Estatística da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (DEE/SPGG), o desempenho foi impulsionado pela agropecuária gaúcha, que cresceu 35% no ano, no embalo dos resultados da soja, com boas safras no primeiro semestre, além do trigo, milho e arroz.

Os números foram divulgados nessa quinta-feira (3), em coletiva de imprensa com o governador Eduardo Leite e a titular da SPGH, Danielle Calazans, no Palácio Piratini, em Porto Alegre. Também participaram técnicos do DEE.

Período com menos influência das inundações, o quarto trimestre do ano passado em relação aos três meses anteriores apresentou aumento de 1%, e com relação ao mesmo trimestre de 2023, houve um crescimento de 4,4%. O comércio cresceu no RS 2,4% – no Brasil, o índice foi de 0,3%.

DESEMPENHO SETORIAL

O resultado da Agropecuária foi influenciado pela recuperação na produção em relação a 2023, quando as lavouras foram fortemente afetadas pela estiagem. A Soja teve o melhor resultado, com alta de 43,8%. Milho (13,9%) e Trigo (+41,2%) também tiveram resultados expressivos, enquanto o Arroz (0,3%) apresentou estabilidade na produção anual e a Uva (-24,2%) e o Fumo (-3,9%) tiveram queda na produção total.

Já o resultado da Indústria apresentou oscilação foi influenciado pelo recuo de 2,5% da Indústria de Transformação, setor industrial mais representativo do semento no Estado. Os demais setores apresentaram resultados positivos, com alta na Indústria Extrativa (3%), Construção (3,5%) e da Atividade de Eletricidade e Gás, Água, Esgoto e Limpeza Urbana (11,5%).

Das 14 atividades da Indústria de Transformação, sete apresentaram alta, entre elas a de Produtos Derivados do Petróleo e Biocombustíveis (16,8%), Móveis (11%) e Celulose, Papel e Produtos de Papel (6,3%). Entre as principais baixas estão a de Máquinas e Equipamentos (-18,8%), Bebidas (-13,2%) e Veículos Automotores, Reboques e Carrocerias (-3,2%).

Nos Serviços, as sete atividades consideradas no cálculo do PIB registraram desempenho positivo em 2024, com destaque para os números do Comércio (7,1%), Outros Serviços (4,6%), Serviços de Informação (3,8%) e Transporte, Armazenagem e Correio (3,6%).

Das dez atividades comerciais, as principais altas tiveram como protagonistas os setores de Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (11,4%), Comércio de Veículos (10,7%), Artigos Farmacêuticos, Médicos, Ortopédicos, de Perfumaria e Cosméticos (10,8%), Materiais de Construção (9,5%) e Móveis e Eletrodomésticos (13,4%).

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