HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ENCERRA MUTIRÃO DE OFTALMOLOGIA COM 750 PROCEDIMENTOS CIR&Uacut
_Fonte Correio do Povo_
Próxima edição do projeto “Nova Visão” está previsto para a segunda quinzena de agosto, tendo como prioridade pessoas com mais de 60 anos
Setecentas e cinquenta cirurgias oftalmológicas foi o saldo positivo do primeiro mutirão do programa “Nova Visão”, coordenado pelo Hospital Universitário (HU), de Canoas, beneficiando cerca de 1,6 mil moradores da cidade e de outros municípios gaúchos. A ação contou com consultas de triagem, que ocorreram entre os dias 6 e 9 de maio, cirurgias de catarata, que foram realizadas entre os dias 11 e 13 de maio. As revisões seguiram até a quinta-feira.
O mutirão priorizou pessoas com mais de 60 anos, que aguardavam na fila há anos por procedimentos. Até abril, Canoas tinha 10.512 pessoas aguardando por algum tipo de atendimento oftalmológico. E, diante do sucesso da iniciativa, um segundo mutirão está previsto para a segunda quinzena de agosto, conforme informou a superintendente da Associação Saúde em Movimento (ASM), gestora do HU, Tatiani Pacheco.
"Este segundo mutirão será somente de procedimentos cirúrgicos e vai contemplar os pacientes que vieram consultar e que não foram contemplados com intervenção cirúrgica neste primeiro momento. Mais de 90% dos que vieram consultar tinham encaminhamentos para cirurgia, o que indica que estavam bem doentes e que a fila estava inoperante há muito tempo", assinalou.
Retomada da credibilidade
O mutirão Nova Visão foi viabilizado por meio do programa ‘Agora Tem Especialista’, do governo federal, e foi realizado em parceria com a prefeitura de Canoas. Além disso, o HU passou a contar com duas novas salas cirúrgicas oftalmológicas, entregues pelo Ministério da Saúde, equipadas com modernos aparelhos para cirurgias de catarata e retina. Ao todo, 62 profissionais estiveram diretamente envolvidos na iniciativa, entre equipes assistenciais e de apoio, incluindo médicos oftalmologistas e anestesistas.
Tatiani destacou que um dos principais desafios do mutirão foi a retomada da credibilidade do Sistema Único de Saúde (SUS). "A gente teve muita dificuldade em trazer o paciente e retomar o vínculo dele com o hospital. Eles são referenciados aqui, mas estavam desvinculados”, destacou. Entretanto, a superintendente avalia o encerramento do mutirão como algo positivo.
"Foi um grande desafio. Tivemos uma boa adesão dos pacientes, além do empenho e do esforço da equipe contratada, quanto da equipe assistencial do HU. Os pacientes foram bem acolhidos e tenho certeza de que todos sentiram-se abraçados. Atingimos o nosso propósito, que é atender a população, prestar uma saúde adequada, de excelência. Conseguimos restaurar a dignidade das pessoas, que saíram daqui enxergando".
Emoção de voltar a enxergar
Do lado de fora da sala de cirurgia, Maria Celi Ferreira, moradora de Nova Santa Rita, se recuperava da cirurgia de catarata. Ela aguardava há dois anos pelo procedimento. "Eu não enxergava quase nada. Agora estou conseguindo ver tudo", disse, completando que havia sido muito bem atendida pela equipe. Ao seu lado, Valdir Vieira, morador do bairro Harmonia, em Canoas, aguardava há um ano e cinco meses pela cirurgia, e disse que o fato de não conseguir enxergar é ruim demais. Ele se emocionou ao falar que voltou a ver novamente.