ARTEMIS II: CALOR EXTREMO, VELOCIDADE ALTÍSSIMA E POUSO NO MAR; VEJA COMO SERÁ O RETOR
_Fonte G1_
A primeira missão tripulada à Lua volta nessa sexta e astronautas devem enfrentar cenário extremo. Chegada está prevista para 21h07 (Brasília).
A primeira missão tripulada à Lua depois de 50 anos está prestes a voltar para a Terra. O retorno da Artemis II está previsto para 21h07 (de Brasília) desta sexta-feira (9), no Oceano Pacífico, na costa de San Diego, nos Estados Unidos.
Se até aqui a viagem como um todo foi complexa, o retorno não seria diferente.
Os primeiros passos acontecem antes mesmo de entrarem na atmosfera. Ao longo do dia, a tripulação revisa procedimentos essenciais — como a trajetória de retorno e as condições meteorológicas — e se organiza para garantir a segurança durante a descida.
Já próximos da Terra, cerca de 20 minutos antes de atingirem a atmosfera, o módulo de serviço da cabine Orion é descartado. A cápsula então inicia a reentrada em altíssima velocidade — aproximadamente 38 mil km/h, cerca de 30 vezes a velocidade do som — enfrentando temperaturas extremas, podendo passar dos 2.760 graus Celsius.
Neste momento, ocorrerá o mesmo que aconteceu quando eles estavam no lado oculto da Lua: ficarão incomunicáveis — mas, desta vez, por apenas 6 minutos.
A tripulação deve enfrentar forças de até 3,9 vezes a gravidade da Terra. Depois de atravessar a atmosfera, a cápsula Orion iniciará a abertura dos paraquedas em etapas: primeiro os de estabilização, por volta de 6,7 km de altitude, seguidos pelos três principais, responsáveis por reduzir a velocidade para um pouso seguro no oceano.
Resgate e retorno dos astronautas
Após o splashdown (como é chamado o pouso no oceano), equipes de resgate devem retirar os astronautas da cápsula em até duas horas. Em seguida, eles serão transportados de helicóptero até o navio militar USS John P. Murtha, onde passarão pelas primeiras avaliações médicas.
Na sequência, a tripulação seguirá de volta ao continente e embarcará rumo ao Centro Espacial Johnson, no Texas, onde dará continuidade ao monitoramento pós-missão.