PETROBRAS CONTRATA ESTUDO PARA FONTE EÓLICA OFFSHORE
_Fonte Correio do Povo_
Empresa de Porto Alegre fará análise. Geração funcionará no estado do Rio
Vai dando novos passos no país a energia eólica offshore, movida por aerogeradores com “pás” instaladas dentro do mar, um sistema que ainda não tem operação no Brasil, embora centenas de projetos aguardem licenciamento no Ibama para funcionar, com o Rio Grande do Sul liderando a quantidade: 31. A Petrobras contratou uma consultoria gaúcha especializada em meio ambiente para elaborar o estudo da unidade piloto de geração eólica offshore em São João da Barra, estado do Rio de Janeiro, uma iniciativa da estatal para diversificar a matriz energética. A empresa responsável pela tarefa, a Arvut, tem sede em Porto Alegre. A análise vai envolver todas as etapas do empreendimento, do planejamento à operação, em ambiente terrestre e marítimo. A Arvut fará o estudo ambiental total do projeto em prazo de até três anos e a execução será de responsabilidade da Petrobras. No escopo, diagnóstico dos meios socioeconômico, físico e biótico (relacionado à vida no local), além de avaliação de impactos, áreas de influência e risco e Plano de Gestão Ambiental.
REGULAÇÃO
O estudo deverá comprovar a viabilidade socioambiental da planta piloto e orientar decisões técnicas e eventuais ajustes. “Há hoje um ambiente de incerteza de regulação para a eólica offshore no Brasil, o que reforça a importância da condução técnica no licenciamento ambiental, incluindo relacionamento com órgãos intervenientes e comunidades locais”, destacou Evandro Eifler Neto, diretor de Engenharia da consultoria. No cenário global a eólica offshore se expande na Europa e na Ásia. Um fator de incentivo à produção dessa energia e que se aplica ao projeto no Rio de Janeiro é a integração à cadeia de óleo e gás. “O setor de óleo e gás é mais maduro e consolidado, e a cooperação com o setor de eólica offshore proporciona ganhos potenciais nos aspectos de logística, operação e manutenção, com possibilidade de compartilhamento de ativos diversos, embarcações e estruturas portuárias”, assinalou o diretor. A cooperação, observou Neto, “é facilitada pelo fato de diversas empresas do setor de óleo e gás considerarem o investimento nas eólicas offshore parte de sua estratégia de descarbonização e diversificação de portfólio”.