Fecomércio-RS divulga resultados da PEIC-RS de fevereiro
Pesquisa mostra recuo no número de endividados, mas inadimplência e comprometimento da renda avançam em fevereiro de 2026
A Fecomércio-RS divulgou os resultados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência das Famílias (PEIC-RS), da CNC, referentes a fevereiro de 2026. O levantamento indicou que 84,7% das famílias estavam endividadas, percentual que registrou leve recuo em relação a janeiro de 2026 (84,9%), permanecendo inferior ao observado no mesmo mês de 2025 (88,6%). Os dados foram coletados em Porto Alegre nos dez últimos dias de janeiro. A pesquisa considera apenas dívidas associadas à tomada de crédito — como cartão de crédito, financiamentos e empréstimos —, não incluindo contas de consumo, como água, energia elétrica ou telefonia.
O levantamento indica que o percentual de famílias com contas em atraso foi de 27,0% em fev/26, registrando aumento em relação a janeiro de 2026 (26,3%), mas permanecendo abaixo do observado em fevereiro de 2025 (30,0%). Quanto à inadimplência por faixa de renda, observa-se que a maior dificuldade de manter as contas em dia segue concentrada entre as famílias com renda de até 10 salários-mínimos, cujo percentual avançou de 32,2% em janeiro de 2026 para 32,7% em fevereiro de 2026, ainda que inferior ao registrado em fevereiro de 2025 (36,4%). Já entre as famílias com renda superior a 10 salários-mínimos, o indicador também acelerou na margem, passando de 6,6% para 7,3% no mesmo período, mantendo-se, contudo, abaixo do observado em fevereiro de 2025 (10,2%). Por fim, o percentual de famílias que declararam não ter condições de regularizar nenhuma parte das dívidas em atraso foi de 1,5% em fevereiro de 2026, após 1,4% em janeiro de 2026, e permaneceu abaixo do observado em fevereiro de 2025 (2,2%).
“O ponto de destaque da PEIC de fevereiro de 2026 é a alta marginal da inadimplência, combinada ao elevado comprometimento da renda com o pagamento das dívidas e ao aumento do tempo médio das dívidas. No próximo mês, poderemos observar se o reajuste do salário-mínimo associado à redução do imposto de renda, em especial para aqueles que recebem entre dois salários mínimos e R$ 5 mil, foi capaz de gerar algum tipo de alívio à inadimplência." avaliou Luiz Carlos Bohn, presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP. Confira os dados completos e a análise econômica.