COROA E TAÇA DE IEDA MARIA VARGAS, 1ª BRASILEIRA A VENCER O MISS UNIVERSO, VÃO A
_Fonte G1 RS_
Gaúcha que se tornou um ícone da beleza no país foi coroada em 1963, aos 18 anos. Ela faleceu no ano passado, aos 80 anos, em Gramado.
A taça e a coroa de Ieda Maria Vargas, primeira brasileira a vencer o Miss Universo, em 1963, serão vendidas em um leilão. Ela morreu, aos 80 anos, em dezembro do ano passado. O certame ocorrerá no dia 14 de maio, às 14 horas, de forma online.
A coroa, com design icônico e brilho, que coroou a gaúcha perante o mundo, tem lance inicial de R$ 15 mil. Já a venda da taça do Miss Universo 1963 iniciará no valor de R$ 35 mil. Ambos os itens foram preservados e mantêm as características originais. Os interessados já podem dar lances por meio do site.
Itens como vestidos, faixas, medalhas, diplomas, revistas e recortes de jornais da miss foram doados pela família de Ieda ao Museu de História Julio de Castilhos, da Secretaria da Cultura (Sedac), localizado em Porto Alegre. A entrega foi feita em março deste ano pelos filhos dela.
As peças serão documentadas, catalogadas e preservadas pelo museu. Posteriormente, devem ser apresentadas em exposição.
Nascida em Porto Alegre, em 31 de dezembro de 1944, Ieda tornou-se um ícone da beleza brasileira ao conquistar os títulos de Miss Brasil e Miss Universo em 1963. Ela alcançou a coroa de Miss Universo, aos 18 anos, em Miami, nos Estados Unidos.
Seu primeiro concurso foi em 1962, quando foi eleita, aos 17 anos, Rainha das Piscinas do Rio Grande do Sul. Depois, virou Miss Porto Alegre, Miss Rio Grande do Sul, Miss Brasil e, em 1963, Miss Universo.
Seu reinado terminou em 1º de agosto de 1964, quando passou a coroa para a sucessora, a grega Corinna Tsopei.
Ela viveu por um período em Miami e, em 1968, casou-se com José Carlos Athanázio, também falecido, com quem teve dois filhos.
Depois disso, retornou a Porto Alegre e optou por uma vida reservada, sem seguir carreira artística.
Aos 55 anos, a miss sofreu um AVC que comprometeu a memória e a fala, mas conseguiu se recuperar. Após ficar viúva em 2009, mudou-se para Gramado. Ieda morreu em 2025, aos 80 anos.