CARROS DE LUXO SÃO RECOLHIDOS DURANTE AÇÃO POLICIAL QUE PRENDEU EX-VEREADOR GIL
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_Alguns dos modelos apreendidos chegam a superar R$ 400 mil na versão 0 km._
A Policia Civil apreendeu ao menos seis veículos durante operação que investiga suspeita de fraudes em licitações para prestação de serviços. O ex-vereador de Porto Alegre Gilvani Dall Oglio (Republicanos), conhecido como Gringo, foi preso preventivamente na manhã desta sexta-feira (17).
Foram cumpridos nove mandados de busca - quatro deles contra familiares de Gilvani. Todos são suspeitos de integrar o esquema, segundo a polícia.
Além da apreensão dos veículos, a Justiça determinou a indisponibilidade de imóveis e o bloqueio de cerca de R$ 2,5 milhões.
Na frota de carros recolhidos, aparecem marcas de luxo como Mercedes Benz e Volvo. Alguns modelos chegam a superar R$ 400 mil na versão 0 km.
*A operação*
A ofensiva da Polícia Civil apura suspeita de fraudes em licitações. As contratações sob investigação envolvem a prestação de serviços de desobstrução de redes pluviais e de esgoto, hidrojateamento, transporte e descarte de resíduos.
Segundo o delegado Augusto Zenon, Gilvani coordenaria um esquema para se inscrever com mais de uma empresa para licitações, com o objetivo de direcionar contratos públicos. A suspeita é de que as empresas estivessem em nome de "laranjas" ligados ao ex-parlamentar.
O advogado Diego Romero, que representa o ex-vereador, informou que vai se manifestar após ter acesso aos documentos da investigação.
Conforme os agentes, não há servidores envolvidos no esquema. As investigações se baseiam em seis contratos assinados, com valores que somam mais de R$ 2,5 milhões.
A operação apura ainda os crimes de associação criminosa, corrupção ativa de testemunha, falsidade ideológica e material e uso de documento falso.
*Mandato cassado*
A Câmara de Vereadores de Porto Alegre cassou o mandato de Gilvani Dall Oglio por quebra de decoro parlamentar em dezembro de 2025. Foram 26 votos pela perda do mandato, três contra e quatro abstenções.
O vereador seria o controlador de uma empresa que presta serviços para o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) e, conforme parecer da Comissão de Ética da Câmara, isso configura violação da Lei Orgânica da Capital.