Caçapava do sul

Rádio Haragano FM
WhatsApp

Caçapava do sul

logo logo

Opinião.
Debate.
Contraponto.

Entrar
POLÍTICA 09/03/2026 15:26:18

FOCUS: MERCADO ELEVA PROJEÇÃO DA SELIC PARA 2026 E MANTÉM ESTIMATIVAS PARA INFL


_Fonte Jornal O Sul_

A mediana das projeções do mercado para a taxa básica de juros no fim de 2026 subiu de 12% para 12,13%, de acordo com o mais recente Relatório Focus divulgado pelo Banco Central do Brasil. Considerando apenas as 40 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana também passou a indicar Selic de 12,13% ao final daquele ano.

Para 2027, a projeção permaneceu em 10,50% pela 56ª semana consecutiva. Entre as 38 estimativas mais recentes, atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana também seguiu nesse patamar.

As estimativas de longo prazo continuam estáveis. Para 2028, a mediana da Selic foi mantida em 10% pela sétima semana seguida, enquanto a projeção para 2029 permanece em 9,50%, nível repetido há 19 semanas.

Em janeiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano pela quinta reunião consecutiva. No entanto, o colegiado indicou a possibilidade de iniciar um ciclo de redução dos juros na próxima reunião, prevista para março.

Segundo a ata do encontro, o comitê avalia que poderá começar a flexibilização da política monetária caso o cenário esperado para a inflação se confirme, mantendo ainda assim o nível de restrição necessário para garantir a convergência da inflação à meta.

Inflação

A mediana das projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 foi mantida em 3,91%. O índice está 0,91 ponto porcentual acima do centro da meta de inflação, fixado em 3%. Um mês atrás, a estimativa era de 3,97%. Considerando apenas as 44 previsões atualizadas nos últimos cinco dias úteis, houve leve alta, de 3,91% para 3,92%.

Para 2027, a expectativa do mercado subiu marginalmente, de 3,79% para 3,80%. Entre as estimativas mais recentes, a projeção avançou de 3,74% para 3,81%.

O IPCA encerrou 2025 com alta acumulada de 4,26%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou abaixo da última mediana do Focus, que apontava inflação de 4,31%, e também inferior à projeção do Banco Central para o período, de 4,4%.

De acordo com a trajetória divulgada pelo Banco Central após a reunião de janeiro do Copom, a autoridade monetária projeta inflação de 3,4% para 2026. Já no horizonte relevante da política monetária — atualmente situado no terceiro trimestre de 2027 — a expectativa é de que o índice acumulado em 12 meses chegue a 3,2%.

Desde 2025, o regime de metas de inflação passou a ser contínuo, considerando o IPCA acumulado em 12 meses. O objetivo central permanece em 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo. Caso o índice permaneça fora dessa faixa por seis meses consecutivos, considera-se que a meta foi descumprida.

Para 2028 e 2029, as projeções de inflação seguem estáveis em 3,50%.

Dólar

A expectativa do mercado para o dólar no fim de 2026 recuou levemente, de R$ 5,42 para R$ 5,41. Há um mês, a estimativa era de R$ 5,50.

Para 2027, a projeção permanece em R$ 5,50 pela quinta semana consecutiva. As estimativas para 2028 e 2029 também estão nesse mesmo patamar.

Em 2025, a moeda americana encerrou o ano cotada a R$ 5,4840, acumulando queda de 11,18% frente ao real. A valorização da moeda brasileira foi impulsionada pelo enfraquecimento global do dólar e pela atratividade das operações de carry trade, favorecidas pelo ciclo de alta de juros conduzido pelo Banco Central.

PIB

A mediana das projeções do Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2026 permaneceu em 1,82%. Há um mês, a estimativa era de 1,80%.

Entre as projeções atualizadas mais recentemente, a expectativa avançou de 1,85% para 1,87%.

O Banco Central, por sua vez, elevou a projeção de crescimento da economia brasileira para este ano, de 2% para 2,3%, no Relatório de Política Monetária do quarto trimestre. Segundo a instituição, a revisão refletiu alterações nas séries históricas das contas nacionais, especialmente no desempenho da agropecuária no primeiro semestre, além de um resultado do terceiro trimestre ligeiramente acima do esperado.

0 0

Comentários

{{c.nome}}
{{formataDataHora(c.data_hora)}}
{{c.comentario}}
Excluir
Comente este post