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NACIONAL 23/02/2026 10:55:06

CHINA PEDE FIM DE TARIFAS DOS EUA APÓS DECISÃO DA SUPREMA CORTE


_Fonte Correio do Povo_

Governo chinês solicita o cancelamento de taxas que abalaram o comércio mundial após revés de Trump no tribunal

A China pediu nesta segunda-feira (23) ao governo dos Estados Unidos o cancelamento das tarifas unilaterais anunciadas pelo presidente Donald Trump. O pedido ocorreu depois que a Suprema Corte declarou ilegais grande parte das taxas.

Na sexta-feira, o tribunal determinou que Trump não tem autoridade para impor tarifas com base em uma lei de 1977. Ele se apoiou nessa lei para aplicar as taxas, que abalaram o comércio mundial.

 

REVÉS JUDICIAL PARA TRUMP

A decisão provocou a fúria de Trump, que em um primeiro momento anunciou uma tarifa global de 10% com base em outra lei. Em seguida, ele decidiu elevar a taxa no sábado para 15%.

O Ministério do Comércio chinês afirmou nesta segunda-feira que está fazendo uma "ampla avaliação" do impacto da decisão. A pasta também pediu a Washington que suspenda as tarifas.

"A China pede aos Estados Unidos que cancelem suas tarifas unilaterais contra seus parceiros comerciais", afirmou o ministério em um comunicado. "Não há vencedores em uma guerra comercial e o protecionismo não leva a lugar nenhum".


NOVAS TARIFAS ENTRAM EM VIGOR

As novas tarifas de 15% devem entrar em vigor na terça-feira (24) e permanecerão em vigor por pelo menos 150 dias. Exceções serão feitas para alguns produtos.

O Ministério das Relações Exteriores chinês também ressaltou que acompanha "de perto" possíveis medidas dos Estados Unidos. Eles buscam manter as tarifas elevadas além dos 150 dias.

A decisão da Suprema Corte foi uma repreensão surpreendente. O órgão judicial havia apoiado diversas vezes as medidas adotadas por Trump desde seu retorno ao poder no ano passado.

Foi um revés político importante ao anular sua principal medida econômica. Vários países anunciaram que examinam a decisão judicial e os anúncios posteriores de Trump sobre novas tarifas.

O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, declarou no domingo que os acordos de seu país com a China, a União Europeia e outros parceiros permanecerão em vigor apesar da decisão.

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