PRESIDENTE DA FARSUL DESTACA POTENCIAL DO AGRO GAÚCHO NA GERAÇÃO DE BIOCOMBUST&
_Fonte Correio do Povo_
Domingos Velho Lopes visitou o Correio do Povo onde foi recebido pelo diretor-presidente do jornal, Marcelo Dantas, e pelo diretor-geral da Rádio Guaíba, Claudinei Girotti
O presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Domingos Velho Lopes, destacou, em visita ao jornal Correio do Povo, nesta segunda-feira, 2, a relevância do agronegócio para a economia do Estado. O dirigente, que foi recebido pelo diretor-presidente do jornal, Marcelo Dantas, e pelo diretor-geral da Rádio Guaíba, Claudinei Girotti, mencionou que as duas maiores indústrias no Estado são os setores de processamento de proteína animal e de esmagamento de grãos.
Também acrescentou que o Rio Grande do Sul faz três anos que voltou a exportar um maior volume de óleo e farelo de soja processados do que o grão in natura, o que agrega valor. “E vai aumentar cada vez mais, porque agora vamos entrar forte na energia”, esclareceu. “Vamos ser exportadores em cinco anos de biodiesel, no caso da soja, e de etanol dos cereais como um todo. Hoje somos importadores de etanol. Em dez anos seremos o maior exportador mundial de etanol”, disse, se referindo aos embarques do país.
Lopes afirmou que além das iniciativas industriais de biocombustíveis em andamento tem mais oito projetos “já adiantados” de licenciamento na Federação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam). E ressaltou as vantagens de fontes alternativas para a geração de etanol como milho, trigo e arroz, visto que a já consolidada cana-de-açúcar precisa ser processada em até três dias após a colheita, além de exigir uma grande estrutura industrial de processamento, enquanto os grãos podem ser armazenados para serem utilizados conforme as necessidades da indústria.
“Os grãos eu posso fazer umas estruturas menores, embora robustas, mas menores. E isso junta duas, três cooperativas sólidas, que conseguem ter dinheiro para fazer ou ter garantia para buscar um financiamento e montar uma estrutura menor. Porque o grão consigo armazená-lo e distribuir a produção no decorrer do ano”, esclareceu.
Aviação a navegação
Sobre as possibilidades e potencialidades do Estado se tornar um grande produtor de biocombustíveis com grãos como matéria-prima, Lopes enfatizou:
“Isso vai mudar o agro gaúcho. Em dez anos vamos estar produzindo mais grãos para energia do que para alimentação”, projetou.
E acrescentou ainda a grande potencialidade de consumo de biocombustíveis nos setores de aviação e navegação. “São os dois combustíveis mais consumidos, o naval e o aéreo. Não é o terrestre."