NOVO SERVIÇO ESTADUAL DE MONITORAMENTO PERMITE A PREVISÃO DOS NÍVEIS DE RIOS NO
_Fonte Jornal O Sul_
O governo gaúcho implantou um novo serviço de monitoramento que permite prever a evolução dos níveis dos rios no Estado. Disponível desde setembro, a ferramenta também possibilita mapear áreas suscetíveis a inundações e elaborar mapas com “manchas” de alagamento, aprimorando assim a capacidade de resposta a incidentes climáticos, no âmbito do “Plano Rio Grande”.
Antes, o governo do Estado não contava com um serviço que fizesse esse tipo de análise sobre o comportamento dos rios. Durante as enchentes de 2024, foi necessário utilizar plataformas abertas e outras fontes não oficiais.
A chamada “modelagem hidrodinâmica” se integra ao Sistema de Monitoramento e Alerta já existente, que abrange uma rede de sensores como radares meteorológicos e estações pluviométricas e fluviométricas. A consolidação dessas informações é essencial para a previsão de ocorrências hidrológicas críticas e para a elaboração de planos de contingência.
Como funciona
O serviço simula o comportamento da água ao longo do espaço e do tempo. Tomando como base a topografia dos rios e as previsões meteorológicas e hidrológicas, como a quantidade de chuva e a vazão, a modelagem hidrodinâmica aponta de que forma se dará a distribuição do volume de água dos pontos monitorados.
A ferramenta considera os limiares de inundação de cada local, indicando se há situação de normalidade, atenção, alerta ou inundação. Assim, é possível traçar um panorama do comportamento dos rios e suas implicações para as áreas próximas, permitindo ao Executivo estadual atuar de forma adequada e precisa.
Durante a vigência dos avisos hidrometeorológicos, que trazem a previsão de situações fora da normalidade, são emitidos boletins de acompanhamento da situação atual das cotas dos rios e da tendência de seu comportamento para os próximos dias. Nesse processo, os modelos hidrodinâmicos também traçam as manchas de inundação para locais em risco, simulando em mapas até onde a água pode avançar em caso de inundação.
Com a palavra…
“Estamos investindo em tecnologia, planejamento e integração de dados para antecipar cenários e proteger vidas”, ressalta o vice-governador Gabriel Souza, que preside o Conselho do Plano Rio Grande e comanda o Executivo estadual durante as férias do titular Eduardo Leite.
Ele acrescenta: “Com a modelagem hidrodinâmica, o Rio Grande do Sul passa a contar com uma ferramenta capaz de acompanhar e, inclusive, projetar o nível dos rios, com simulações que indicam a evolução da água e as áreas de risco. Isso fortalece a atuação da Defesa Civil, qualifica a emissão de alertas e amplia a capacidade de apoio aos municípios, preparando o Estado para eventos climáticos cada vez mais extremos”.
O chefe da Casa Militar e coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Luciano Boeira, emenda: “Em locais com histórico de inundações, dados de previsão do nível do rio, em curto e médio prazos, são cruciais para a tomada de decisão voltada para a proteção das pessoas e do patrimônio”.
Ainda segundo ele, essas informações têm subsidiado e direcionado as ações da Defesa Civil. Seja na emissão de alertas à população ou na atuação junto aos municípios, por meio do contato direto e do repasse de informações às prefeituras e coordenadorias municipais responsáveis pela execução de seus planos de contingência.